Mediação intercultural numa sociedade complexa, laica e multi-religiosa!

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A mediação intercultural cria pontes entre culturas e sensibilidades religiosas e promove o entendimento e a tolerância.

Na sociedade contemporânea do século XXI, globalizada e em que o fenómeno das migrações e do turismo low-cost expuseram comunidades locais a realidades nunca antes percebidas ou contactadas, tornou-se necessário como nunca antes, que cada um de nós, habitantes deste pequeno planeta chamado Terra, e “vizinhos” num sentido planetário, sabermos conviver com as diferenças e aceitar “o outro” (ou o “nosso próximo”) como um ser único e digno de respeito, muito mais do que da nossa tolerância.

No pós 11/09 de 2001, entrámos de repente num mundo novo, em que as ideias preconcebidas do passado recente, mormente do período da chamada “guerra-fria”, em que imperava uma dialéctica Leste-Oeste, de um “modus vivendi” quási-binário (quantas vezes Maniqueísta, também), em que tudo se acomodava em torno destas duas facções: “nós e os outros”, tudo isto rui com a ruína do muro de Berlim em 1989 e a reunificação da Alemanha e extinção do Bloco Soviético.

Neste “mundo novo”, paradoxalmente, o paradigma mudou, porque o “inimigo”, já não vivia no “outro lado do mundo”, como se viu, com o surgimento de fenómenos como o terrorismo global, protagonizado, primeiro pela Al-Qaeda e depois pelo denominado “Estado Islâmico”, o inimigo passou a viver entre nós, e mais do que isso, a ser um de nós!

Este admirável “mundo novo”, trouxe consigo fenómenos que pensávamos já estarem há muito erradicados, como a intolerância religiosa a perseguição de minorias étnicas e tentativas de extermínio de populações inteiras (vide o caso do Ruanda e antes disso a guerra dos Balcãs…).

Urge por estas razões criar “pontes” e entender mundos diferentes que são os de cada individuo que connosco contacta diariamente, diferentes do nosso mas tão respeitáveis como o nosso… de preferência numa base de reciprocidade! Para isso é necessário promover uma cultura, não apenas de tolerância, mas de respeito e de proatividade com a finalidade de percorrer caminhos e ultrapassar obstáculos, (aparentemente) intransponíveis.

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